quinta-feira, 21 de maio de 2020

(3° Ano) Geopolítica do Período entre Guerras: Estados Unidos e Japão

Salve estudantes do Terceiro ano , vocês estão bem?  essa quarentena tá ruim né mas ninguém sabia que seria esse Jota Quest todo, mas vamos lá no nosso último episódio um dos mais polêmicos da porra toda estudamos como estava o cenário geopolítico da Alemanha e Itália, porém faltam alguns lados ainda para entender o conflito na magnitude então vamos agora analisar o Japão e o EUA



O Japão, durante a década de 1930, defendia a sua expansão territorial a partir da força de seus exércitos para que fosse desenvolvido um projeto de colonização em todo o Extremo Oriente. Esse projeto evidenciou o nacionalismo imperialista japonês, que se desenvolveu a partir da reformulação do ensino durante a Restauração Meiji (1868). O imperialismo japonês foi manifestado antes da Segunda Guerra Mundial em eventos como:

Primeira Guerra sino-japonesa (1894-1895): Japão conquistou a península da Coreia, que pertencia à China;

Guerra russo-japonesa (1904-1905): conquista da Manchúria e Port Arthur após guerra com a Rússia.

Vale aqui conferir um Anime chamado Samurai X ele tem por base a perseguição aos samurais a medida que o Japão se modernizava, nisso o uso de espadas fica proibido, por isso o protagonista usa uma de lamina invertida, é sensacional e tem no Netflix 



A partir de 1933, o Japão invadiu a China com a intenção de anexar a Manchúria oficialmente ao Império do Japão. A invasão japonesa na China resultou na Segunda Guerra sino-japonesa (1937-1945), na qual o Japão cometeu inúmeras atrocidades contra a população civil chinesa. Dois exemplos de violência cometida pelo exército japonês são os casos de estupro em massa cometidos contra mulheres chinesas e o uso de bombas biológicas em partes da China.

cara vale muito a pena ir a fundo nessa história pois fica mais fácil de entender as relações perturbadas entre os dois países

A expansão japonesa previa o confronto contra os Estados Unidos para expulsá-los definitivamente da Ásia (os EUA possuíam bases e soldados instalados nas Filipinas). Isso garantiria ao Japão caminho livre para dominar o sudeste asiático e, assim, ter acesso aos recursos naturais dessas regiões.

Pouco antes da agressão japonesa aos Estados Unidos, o Japão assinou o Pacto Tripartite e tornou-se membro do Eixo e aliado militar da Alemanha e Itália, em 1940. No final de 1941, o Japão atacou a base naval americana de Pearl Harbor e, assim, iniciou o conflito armado contra os Estados Unidos. O ataque forçou a adesão americana à Segunda Guerra Mundial.


Enquanto isso no EUA  O fim da guerra para o EUA foi muito produtivo pois ele entrou no fim do confilto, do lado vencedor e lucrou muito só que todo esse momento positivo logo depois se converteu em uma descida de ladeira digna do Vasco.




Como o período aparentemente era positivo, começaram a aflorar ideias liberalistas, como uma livre expansão do crédito e a economia livre do Estado.
Quando se estuda o período intermediário entre as duas guerras mundias, isto é: de 1919 a 1939, um dos temas mais importantes é o da Grande Depressão Americana, cujo símbolo máximo é a Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929. Esse tema é conhecido, geralmente, como “Crise de 1929”. Crise essa de ordem financeira, que afetou todo o mundo, levando milhões de pessoas ao desemprego e ao desespero.

O principal fator que contribuiu para a Crise de 1929 foi a expansão de crédito, emitido pelo Federal Reserve System – Sistema de Reserva Federal – (uma espécie de Banco Central Americano) desde 1924, ainda sob o governo do presidente Calvin Coolidge. Para se entender o porquê de a expansão de crédito ter gerado a crise, é necessário compreender um pouco do contexto econômico da década de 1920.

Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a economia dos Estados Unidos se tornou a mais importante do mundo. Haja vista que, com a destruição que a guerra provocou na Europa, a produção econômica de grandes potências, como a Inglaterra e a Alemanha, não mais se sobrepunha aos outros países, pois estava em processo de recuperação.

Sendo assim, os EUA, ao tempo que conseguiam uma produção econômica muito grande, pois tinham compradores dentro e fora do país, também estimulavam a oferta de crédito pra estes compradores, bem como a política de aumento salarial para empregados. 

geladeira cheia, familia tradicional, empregados latinos ,vale dar uma conferida no American Way of life e as influências no Brasil. 

Entretanto, sempre quando havia um período de pequena recessão, isto é: decréscimo na produção econômica, o governo intervinha no mercado aplicando mais crédito (dinheiro e títulos da Bolsa de Valores) para reparar os danos.

essa imagem ai em cima é sintomatica pois ela demonstra como o American Way of Life é falha pois essa fila ai em cima é para conseguir comida 

A medida de expansão de crédito tornava as taxas de juros artificiais, sem lastro com as reservas de crédito reais, que eram ancoradas na poupança. Os investidores que tinham ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque recebiam um sinal falso da expansão de crédito e, consequentemente, acabavam por ampliar os seus negócios, aumentar salários, e investir ainda mais. Este processo gerou uma “bolha inflacionária”, pois, em 1929, chegou um momento em que não se podia mais esconder o caráter artificial da expansão econômica: havia muito dinheiro emitido circulando, mas sem valor real com a produção. Já sob o governo Hoover, a Bolsa de Valores de Nova Iorque, responsável pela administração dos investimentos aplicados e do crédito emitido, entrou em colapso.

As principais consequências da Crise de 1929 foram o desemprego em massa, a falência de várias empresas, tanto do setor industrial quanto do setor agrícola, e a pobreza, que assolou grande parte da população americana. Muitos países que estavam atrelados ao sistema de crédito americano também sofreram uma grande recessão em suas economias. O Brasil, por exemplo, teve que queimar café, principal produto da época, para poder valorizar o seu preço.

As soluções para a crise foram aplicadas, principalmente, por F. Delano Roosevelt e sua política do New Deal (Novo Acordo), que procurou replanejar a economia americana.

E nesse pique de recuperação que o EUA se encaminhava para a Segunda guerra até por influência do Japão. 

continua.....
ouça o podcast - tome café

(2° Ano ) Geologia do Brasil - Classificações do Relevo Brasileiro


Salve gurizada do segundo ano, estão todos de boas, como vocês sabem eu não me importo (zoeira, saudade de vocês) vamos agora para a segunda parte da nossa aula que se refere a Geologia Brasileira, ai o resto vocês já sabem , o podcast estará no classroom e a atividade dessa vez será no caderno, que a força esteja com você  e para matar a saudade vou colocar uma foto minha ai na quarentena:



Primeiro vamos relembrar os conceitos básicos do relevo se você lembra dessa parte pule para os 3: 26 minutos  do vídeo(sempre quis dizer isso) O relevo brasileiro é constituído, principalmente, por planaltos, planícies e depressões.

Os planaltos são terrenos mais antigos relativamente planos, situados em altitudes mais elevadas.
Destacam-se o Planalto Central Brasileiro, Centro Sul de Minas, Planalto da Amazônia Oriental e os planaltos da Bacia do Parnaíba e da Bacia do Paraná.

As planícies são áreas essencialmente planas formadas a partir da deposição de sedimentos provenientes de áreas mais elevadas. São as formas de relevo mais recentes no tempo geológico, e no Brasil podemos destacar as planícies do Pantanal, do Rio Amazonas, e as localizadas ao longo do litoral brasileiro.

Já as depressões são uma parte do relevo existente em altitudes mais baixas que as altitudes das áreas adjacentes, inclusive aquelas que se encontram abaixo do nível do mar. Um exemplo é a depressão amazônica.

Tá isso ai você já sabe, vamos para a parte inédita do Assunto: 


O relevo brasileiro e suas classificações


Uma das primeiras classificações para o relevo brasileiro foi proposta pelo professor Aroldo de Azevedo (1910-1974). Para ele o relevo do Brasil poderia ser classificado em grandes unidades de planaltos e planícies, com seus estudos propos a divisão do Planalto Brasileiro em Planalto Atlântico, Planalto Central e Planalto Meridional.

Essa classificação tem por base a altimetria do relevo: as planícies são áreas que alcançam 200 m de altitude; os planaltos são áreas que superam essa altitude.

Essa demarcação tem algumas falhas a principal é não apontar por exemplo as formas negativas - depressões 
vamos olhar o mapa, corta pra 18(essa é das antigas e fez o Harley muito feliz) 



Professor Aziz Nacib Ab’Sáber (proposta em 1958)

O Prof. Aziz manteve a mesma divisão em planaltos e planícies, porém dividiu o Planalto Brasileiro em Planalto Central, Planalto do Maranhão-Piauí, Planalto Nordestino, Planalto do Leste e Sudeste e planalto Meridional. Esses cinco planaltos foram definidos segundo critérios geomorfológicos estruturais, ou seja foram combinadas as formas com base em sua geologia.



Professor Jurandyr Ross (proposta em 1995)

A proposta atual de classificação do relevo brasileiro é feita pelo professor Jurandyr Ross . Para concluí-la Ross baseou-se nos trabalhos anteriores – dos professores Aroldo de Azevedo e Ab`Saber – e nos relatórios, mapas e fotos produzidos pelo Projeto Radambrasil – entidade governamental responsável pelo levantamento dos recursos naturais do país. O professor Jurandyr Ross da uma nova definição para os conceitos de planícies e planaltos e introduz uma nova forma de relevo, as depressões.
O resultado de seu trabalho foi a identificação de 28 unidades de relevo que resultaram da ação de processos erosivos distintos em uma base litológica também distinta.



para facilitar nossos estudos vamos apresentar uma classificação regional:

Região Centro-Oeste:Planalto de topografias suaves.
Ponto mais elevado: pico do Roncador na serra do Sobradinho (1.341 m).

Região Nordeste:Planície litorânea, planalto a N e depressão no centro.
Ponto mais elevado: serra Santa Cruz (844 m).

Região Norte: Depressão na maior parte do território; planície estreita a N.
Ponto mais elevado: serra do Divisor ou de Conta (609 m).

Região SudesteBaixada litorânea (40% do território) e serras (interior).
Ponto mais elevado: pico da Bandeira na serra do Caparaó (2.889.8 m).

Região SulBaixada no litoral, planaltos a L e O, depressão no centro.
Ponto mais elevado: pico Paraná, na serra do Mar (1.922 m).

O território brasileiro, de um modo geral, é constituído de estruturas geológicas muito antigas, apresentando, também, bacias de sedimentação recente. Essas bacias recentes datam do terciário e quaternário (Cenozóico 865 milhões de anos) e correspondem aos terrenos do Pantanal Mato-grossense, parte da bacia Amazônica e trechos do litoral nordeste e sul do país. O restante do território tem idades geológicas que vão do Paleozóico ao Mesozóico (o que significa entre 570 milhões e 225 milhões de anos), para as grandes áreas sedimentares, e ao pré-cambriano (acima de 570 milhões de anos), para os terrenos cristalinos.

 Vamos agora para as atividades que serão divididas em duas partes: uma no caderno e outra para me enviar por email ( caso não tenha net deixar ela no colégio beleza) 

Parte 01 No caderno 

Não vale xerox pow nem impresso, mas repasse para o seu caderno os mapas das três divisões geológicas 

parte 02 Pesquisa enviar por email Como se formaram os acidentes geológicos abaixo 

a)Cataratas do Iguaçu

b)chapadas da bacia do Paraná.

c) planalto da Borborema

d)depressão periférica central ou sul-rio-grandense

e)Monte Roraima

f)Pico da Neblina

ouça o Podcast, pois na próxima semana tem atividades jhous e Jhoas 

(1° Ano) Geologia 02 - A Demarcação do tempo geológico

Salve Primeiro ano, como estão? se vocês lembram nossa aula anterior ( se não lembra corre lá e lê outra vez, pois essa é uma continuação) deve saber que estamos falando do tempo geológico então vamos dar sequência nesses estudos:


Rendam - se ao Bode espacial


Você conhece essa tabela da aula anterior vamos agora falar um pouco mais dela:



Basicamente a primeira divisão são os Éons que se dividem em Eras que se dividem períodos que se dividem em épocas.

Éon- Era- Período- Época (desse jeito ai oh) 

Se nos atentarmos à escala de tempo representada, é possível notar que o primeiro éon, o Arqueano, durou cerca de dois bilhões e cem milhões de anos, sendo a maior de todas as divisões temporais da Terra, pois foi o período de formação do planeta até o surgimento das primeiras formas de vida.


Já no éon seguinte, o Proterozoico, ocorreu o surgimento das primeiras formas de vida fotossintetizantes, além dos primeiros animais invertebrados, o que durou cerca de um bilhão e novecentos milhões de anos.

 Depois disso, todas as evoluções das formas de relevo e das formas de vida na Terra aconteceram nos quinhentos e setenta milhões de anos seguintes, durante o Fanerozoico.

Eu resumo:
Arqueano 1° Èon  - formação do planeta e das formas primitivas (Harley fala mais disso no Podcast)







O tempo geológico diz respeito às transformações da Terra desde a sua formação

As principais Eras são:

Cenozóico
Mesozóico
Paleozóico
Neoproterozóico
Mesoproterozóico
Paleoproterozóico.

Já os principais Períodos são:

Quaternário
Terciário
Cretáceo
Jurássico
Triássico
Permiano
Carbonífero
Devoniano, Siluriano
Ordoviciano
Cambriano.

para facilitar nossos estudos vamos falar inicialmente dos Éons:

Éon Arqueano: A Terra se tornou um planeta diferenciado a partir desse éon, onde os sistemas do geodínamo, da tectônica de placas e do clima foram estabelecidos. Os fósseis mais antigos da Terra datam desse éon, e são representados por organismos procariontes, ou seja, organismos unicelulares primitivos. As cianobactérias, que representavam esses organismos, formavam “tapetes” que ficaram preservados até hoje.

Éon Proterozoíco: Durante esse éon, as interações dos sistemas de tectônica de placas e do clima eram semelhantes aos dos éons anteriores. O oxigênio se acumulou na litosfera, formando principalmente depósitos de óxido de ferro. Foi nesse éon que surgiram os primeiros seres eucariontes, as algas verdes e as algas vermelhas. Os continentes estavam unidos em uma única massa continental, chamado de Rodínia, o qual se fragmentou ao final deste éon, formando os continentes Laurentia e Gondwana.

O Fanerozóico (do grego phaneros = visível, e zoikos = vida) é o éon que abrange a existência de toda a vida que já ocorreu e ocorre na Terra, ou seja, os últimos 542 milhões de anos da Escala do Tempo Geológico. Este Éon é marcado pela explosão da vida nos mares, seguindo ao domínio total dos continentes. As rochas fanerozóicas abrigam 15% de todo o registro geológico, e são caracterizadas pela abundância de registro fóssil, contendo desde impressões de organismos mais simples, como os da Fauna de Ediacara, até conchas e fósseis de invertebrados, fósseis de vertebrados e elementos da flora fóssil.

E nesse periodo que se concentra toda a formação  da vida, e as divisões desse èon que será nosso assunto nos próximos episódios 


Para fechar vem ess parte ouça o podcast, anote suas dúvidas que nos próximos episódios teremos as atividades. 

quarta-feira, 20 de maio de 2020

(9° Ano ) Estudos de globalização parte 02 os aspectos culturais e sociais

Salve gurizada do Nono ano tudo certo com, vocês, muito em breve estamos voltando, mas agora nosso objetivo é continuar os estudos da Globalização, no episódio anterior analisamos as características da globalização e suas origens , hoje vamos pensar um pouco mais nas suas influências no campos, econômicos, sociais e culturais.



Uma das características da globalização é o fato de ela se manifestar nos mais diversos campos que sustentam e compõem a sociedade: cultura, espaço geográfico, educação, política, direitos humanos, saúde e, principalmente, a economia. Dessa forma, quando uma prática cultural chinesa é vivenciada nos Estados Unidos ou quando uma manifestação tradicional africana é revivida no Brasil, temos a evidência de como as sociedades integram suas culturas, influenciando-se mutuamente.

A atual pandemia do Covid -19 nós mostra isso, por mais que se acredite que o vírus tenha surgido na China ele se espalhou para o mundo de uma maneira muito rápida o que só foi possível com o avanço dos meios de transporte, vale lembrar que acusar a China não faz menor sentido pois as condições de higiene lá são precárias , mas o Brasil por exemplo não fica muito atrás nesse aspecto, traduzindo não seja um idiota.


Existem muitos autores que apontam os problemas e os aspectos negativos da globalização, embora existam muitas polêmicas e discordâncias no cerne desse debate. De toda forma, considera-se que o principal entre os problemas da globalização é uma eventual desigualdade social por ela proporcionada, em que o poder e a renda encontram-se em maior parte concentrados nas mãos de uma minoria, o que atrela a questão às contradições do capitalismo.



Além disso, acusa-se a globalização de proporcionar uma desigual forma de comunicação entre os diferentes territórios, em que culturas, valores morais, princípios educacionais e outros são reproduzidos obedecendo a uma ideologia dominante. Nesse sentido, forma-se, segundo essas opiniões, uma hegemonia em que os principais centros de poder exercem um controle ou uma maior influência sobre as regiões economicamente menos favorecidas, obliterando, assim, suas matrizes tradicionais.

Esse processo é chamado também de aculturamento, pois boa parte da cultura local acaba sendo absorvida por uma cultura de origem de um país desenvolvido por exemplo, isso é extremamente prejudicial, claro eles tem mais recursos, por isso que por exemplo a vitória de parasita esse ano no Oscar foi tão importante, pois mostra que existe cinema fora do EUA, leia esse link: ai: https://www.b9.com.br/121232/o-que-torna-a-vitoria-de-parasita-no-oscar-um-marco-para-hollywood/

Entre os aspectos positivos da globalização, é comum citar os avanços proporcionados pela evolução dos meios tecnológicos, bem como a maior difusão de conhecimento. Assim, por exemplo, se a cura para uma doença grave é descoberta no Japão, ela é rapidamente difundida (a depender do contexto social e econômico) para as diferentes partes do planeta. Outros pontos considerados vantajosos da globalização é a maior difusão comercial e também de investimentos, entre diversos outros fatores.

É até engraçado temos uma grande conhecimentos e gastamos muito tempo vendo memes de gatinhos .....


A globalização é, portanto, um tema complexo, com incontáveis aspectos e características. Sua manifestação não pode ser considerada linear, de forma a ser mais ou menos intensa a depender da região onde ela se estabelece, ganhando novos contornos e características. Podemos dizer, assim, que o mundo vive uma ampla e caótica inter-relação entre o local e o global.

Vamos agora pra atividades borá sem cansar....


segunda-feira, 11 de maio de 2020

Pic - projeto de iniciação cientfica- O Negacionismo Científico

 Salve estudantes pesquisadores, tudo certo com vocês? encontrei esse texto/entrevista  na internte e dei uma remodelada nele e trouxe aqui para a gente debater um assunto que se choca diretamente com o nosso componente currricular, então boa leitura e depois ja saber responder  as atividades , é isso que a força esteja com você  fiquem bem como apoio do super bode


O que move as fake news e o negacionismo científico?
Filósofo explica – com evidências – o que leva pessoas a crerem em teorias estapafúrdias, como o terraplanismo. E como a extrema-direita se aproveita de emoções identitárias para atacar o conhecimento e promover o ódio ao próximo



Por Ernesto Perini, entrevistado por Marco Weissheimer, no Sul21

A universidade está sob ataque. E não é só no Brasil. Centros de produção de conhecimento e comunidades de valores éticos e políticos que defendem a democracia, a liberdade de pensamento e o respeito às diferenças, elas se tornaram alvo da onda conservadora e de extrema-direita que atinge diversos países no mundo. A munição desse ataque conjuga o uso de fake news, informações falsas e crenças desprovidas de qualquer evidência, mas que funcionam como critérios identitários, com um mesmo objetivo: desmoralizar as universidades como centro produtores de conhecimento e de diversidade.

Para o pesquisador Ernesto Perini Santos, professor do Departamento de Filosofia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o resultado conjugado desses ataques é desastroso para a produção do conhecimento. “Se a universidade perde a liberdade e passa a não funcionar mais com a sua própria dinâmica, nós perdemos a produção do conhecimento. A dinâmica de produção do conhecimento tem que funcionar livre de constrangimentos”, afirma.

o Filósofo avalia, entre outros temas, por que as pessoas passaram a tomar como verdadeiras coisas sobre as quais elas não têm evidência nenhuma e são completamente implausíveis. Para Ernesto Perini, essa proliferação pode ser comparada a uma epidemia: “O nosso problema em relação a coisas como o terraplanismo, o criacionismo ou o negacionismo em relação ao aquecimento global é quase um problema de epidemiologia de ideias”.


Sul21: Como surgiu teu interesse em abordar os fenômenos da chamada “pós-verdade” e das fake news como objetos de uma reflexão filosófica?

Ernesto Perini: Eu, como muita gente, estou muito preocupado com o que está acontecendo no mundo, com a eleição de governos autoritários e antidemocráticos, cuja vitória foi resultado de campanhas que utilizaram informações falsas, sem nenhuma base evidencial e sem nenhuma razoabilidade. Trata-se de um fenômeno global. Nós vimos aqui no Brasil como a eleição de Bolsonaro se deu, em grande medida, baseada na difusão de notícias e informações falsas, mas isso aconteceu em outros lugares também, associado sempre a um determinado tipo de política. Não é uma coisa distribuída de maneira uniforme e homogênea no espectro político.

Sul21: Em que medida, na tua avaliação, as novas formas de circulação da informação passaram a influenciar o processo de formação de crenças das pessoas?

Ernesto Perini: Muita gente afirmou que, com as possibilidades de difusão de informação pela internet, todo mundo poderia produzir conteúdo, sem nenhum filtro institucional ou epistêmico, e que isso seria bom para a produção do conhecimento. Em alguma medida isso é verdade. Hoje, o acesso a qualquer tipo de informação é muito maior do que antes. Você pode, praticamente sobre qualquer tema, achar informações sobre ele, das maneiras mais diversas e em diferentes níveis. A Wikipédia é só uma maneira de fazer isso. Há várias outras maneiras que realizam esse ideal de, digamos, democratização do acesso à informação. Mas há outros efeitos que também devem ser considerados.

Esses outros efeitos decorrem de um conjunto de fatos conjugados. Em primeiro lugar, a difusão de informação na internet é muito mais barata que o modelo de difusão de informação anterior. E é mais barato em dois sentidos. Ela custa mais barato mesmo. Publicar um livro é muito mais difícil e caro, assim como publicar em uma revista acadêmica. Já na internet, qualquer um pode criar um site e publicar conteúdo sobre um tema qualquer. Mas há outro custo que é muito menor na internet, que é o custo reputacional. Numa comunidade pequena, seja no caso de uma cidade ou de uma comunidade acadêmica determinada, se você defender uma tese que é manifestamente falsa, você vai pagar o custo dessa defesa. Todo mundo da sua comunidade vai dizer que essa tese não tem sentido nenhum. Com isso, vou pagar um custo com a minha reputação. Já a internet faz esse custo praticamente desaparecer. Sempre haverá quem concorde com a sua afirmação. Algumas pessoas dirão que é uma estupidez, mas outras pessoas dirão que você está certo. Então, você pode escolher quem você escuta. Em certo sentido, a própria dinâmica da internet escolhe com quem você reage.Um terraplanista, por exemplo, não tem espaço para defender suas teses na universidade, pois se trata de uma tese completamente estapafúrdia, que não faz sentido nenhum. Mas ele pode criar um blog sobre isso e defender sua tese em um espaço sem filtro acadêmico.

Um sociólogo francês, chamado Gérald Bronner, verificou que se você fizer uma pesquisa no Google sobre a “psicocinese” (a capacidade de mover os objetos com a mente), dos 30 primeiros sites listados na busca, 70% afirmam que ela existe. O mesmo padrão existe quanto à existência do monstro do Lago Ness ou para o terraplanismo. O que acontece, por um lado, é que essas crenças têm um valor identitário para as pessoas. Por outro lado, não faz sentido algum entrar nestes espaços para tentar refutar essas crenças. Isso não teria efeito nenhum para essas pessoas pois essas crenças têm um papel identitário. Tudo isso cria uma situação muito estranha que tem um efeito de retroalimentação, gerando uma ilusão de consenso que resulta em toda essa oferta viciada que existe na internet.

O terceiro fator está associado à tese inicial de que o fato de a oferta ser desregulamentada, sem filtro, resultaria em uma ampliação do conhecimento. O resultado disso seria que as teorias científicas iriam prevalecer. No entanto, isso não está acontecendo por duas razões, em certa medida, independentes. A primeira razão é que as teorias científicas são de difícil acesso. Para você dominar uma teoria da física, química, biologia, genética ou seja lá que área do conhecimento for, é preciso ter um arsenal teórico importante. É preciso ter um instrumental matemático, ter acesso a dados que são eles mesmo apresentados de maneira complexa. Assim, uma teoria científica vai produzir, frequentemente, a sensação de frustração. Além disso, uma teoria científica pode ir contra valores que as pessoas já têm, contra imagens que elas têm do mundo, contra visões mais intuitivas.

Sul21: A maioria das pessoas não conseguiria explicar, tecnicamente, os princípios da Lei da Gravidade, de Newton, ou de outras teorias científicas. Boa parte das nossas crenças em teorias científicas estabelecidas repousa também numa confiança na comunidade científica, em um modo de fazer ciência. Parece que essa relação de confiança também está sendo atingida em meio a esse processo de proliferação de crenças e teorias absurdas.

Ernesto Perini: Sim. O conhecimento especializado demanda muitos elementos. A gente precisa conhecer muita coisa para entender, por exemplo, debates envolvendo o tema da manipulação genética. Temos aí problemas éticos envolvidos, mas também conhecimento técnico que é dominado por quem estuda genética. Isso vale para tudo. Sobre esses temas a gente defere para especialistas. Fazemos isso o tempo todo. Quando você vai a um médico você defere conhecimentos técnicos para ele. Quando você contrata um engenheiro ou arquiteto, da mesma forma. Então, a falta da confiança no especialista terá um papel muito importante na ocorrência dos fenômenos que estamos abordando aqui.

Sul21: Nos casos envolvendo temas de gênero e de sexualidade, o fato de determinadas crenças assumirem um papel identitário fica claro. Já em casos, como o da terra plana, essa relação não parece tão óbvia. Em que medida a crença na teoria da terra plana pode desempenhar esse papel identitário? Por que essa teoria, que já é antiga, ganhou a proporção que ganhou, na tua opinião?

Ernesto Perini: Na era moderna, a origem desse fenômeno remonta a um inglês do século dezenove, Samuel Rowbotham, que escrevia sob o pseudônimo “Parallax”. Ele diz que quer tomar o conhecimento para o povo e desenvolve a tese de que cada um deve produzir o próprio conhecimento a partir da própria experiência e das ferramentas lógicas que cada um tem. Esse inglês está na origem do terraplanismo contemporâneo, que tem um movimento contínuo desde então, que foi potencializado pelo modo de circulação da informação permitido pela internet.
 Os terraplanistas são pessoas que têm como identidade a produção daquilo que tomam como verdadeiro, a partir das experiências que conseguem fazer e que podem ser mais ou menos articuladas e mais ou menos sofisticadas. Cada um é o mestre das próprias teorias, digamos assim. Eu acho que a identidade do terraplanismo é a identidade das pessoas que produzem o conhecimento contra o establishment, contra as autoridades. Isso cria uma identidade. Essa ideia passa a funcionar como marcador de pertencimento a um grupo contra especialistas. Isso se desdobra em duas coisas. A primeira é que eles precisam ter uma teoria de porque as pessoas dizem que a terra não é plana, mas sim um globo. É uma teoria do complô associado, uma teoria da conspiração que abre espaço para uma série de outras teorias. A segunda é que essas teorias, frequentemente, se aliam com outras teorias, com outras visões diferentes em relação ao establishment. Pode ser o movimento contra a vacinação ou a história de que o homem nunca chegou à Lua. É como se dissessem: nós somos as pessoas que não acreditam naquilo que nos dizem para acreditar. Que cada um decida por si mesmo aquilo que é verdadeiro.


Sul21: Mais ou menos junto com o fenômeno das fake news, ganha espaço a noção de pós-verdade. Em um recente seminário, você se referiu a essa expressão como um rótulo potencialmente enganador. Em que sentido, a pós-verdade é um rótulo potencialmente enganador?

Ernesto Perini: Esse rótulo é, de fato, enganador. O conceito de verdade não foi substituído por nenhum outro conceito. Não existe um conceito diferente que desempenhe o mesmo papel que o conceito de verdade. Esse conceito é constitutivo da proposição, daquilo que a gente diz. A definição mais famosa da expressão pós-verdade está no Dicionário de Oxford: relativo ou referente a circunstâncias nas quais os fatos objetivos são menos influentes na opinião pública do que as emoções e as crenças pessoais. O que essa etiqueta inadequada capta é que as pessoas aceitam como verdadeiras coisas para as quais elas carecem de evidências e são completamente implausíveis.

Há três temas diferentes aí. O primeiro diz respeito a qual especificidade de hoje. Que as pessoas aceitem coisas contra as evidências, pelo apelo a emoções ou algo do tipo, é algo que sempre ocorreu. A aceitação de teorias falsas e a manipulação política é coisa muito antiga. Temos o exemplo tristemente celebre no final do século dezenove, início do século vinte, que é o livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, um documento forjado para atacar os judeus. Embora o rótulo de pós-verdade não existisse na época, a definição se aplica. Estamos falando de um documento forjado motivado por um grupo político e que teve a influência nefasta que se conhece. Não foi o primeiro nem será o último.

Em segundo lugar, assim como essa ideia da “pós-verdade”, as fake news também não são uma coisa nova. O fato de a imprensa mentir, por meio de notícias falsas, está longe de ser novo. O fato de as pessoas acreditarem em eventuais mentiras veiculadas na imprensa também é algo que está longe de ser novo. Devemos distinguir duas coisas aí. Em um pólo temos teorias como o terraplanismo ou ideias nefastas como a de que vacinação causa autismo. No outro pólo temos, não teorias, mas informações sobre fatos simples que são enunciadas. Nos Estados Unidos tivemos o caso “pizzagate”, que tratava do suposto envolvimento dos Clinton e dos democratas em um tráfico sexual de crianças baseado em uma pizzaria em Washington. Foi uma invenção completa, mas muitas pessoas acreditaram nela. No caso do Brasil, a coisa mais impressionante para mim foi a história da mamadeira de piroca. É quase incompreensível como alguém tomar algo assim como verdadeiro. O kit gay é outro exemplo.

Essas informações deveriam ser recusadas por duas razões. No caso do Brasil, elas circularam por veículos não oficiais e que não tem dimensão pública. Só isso já deveria levantar uma suspeita. A segunda razão é que são teses totalmente implausíveis.

O caso de teorias alternativas como o terraplanismo ou anti-vacinação é diferente. Nestes casos é mais difícil desencadear o mecanismo meta-cognitivo porque são teorias. No caso da suposta relação entre a vacinação e o autismo, por exemplo, uma pessoa que não é especialista não vai conseguir demonstrar que é verdadeiro nem que é falso. O conjunto das autoridades científicas reconhecidas afirma que não existe tal relação. Por outro lado, todas as pessoas que afirmam existir essa relação são outsiders. Isso é uma indicação de que essa tese é falsa, mas há um mecanismo de deferência a especialistas operando aí. No caso da mamadeira de piroca, cada pessoa deveria, individualmente, desencadear esse mecanismo.

Há uma pesquisadora italiana chamada Ana Elisabetta Galeotti, que fez uma análise do caso da “pizzagate”. Segundo ela, quando uma notícia ou uma informação é muito contrária à identidade ideológica da pessoa, ela bloqueia os mecanismos que permitem a reavaliação dessas crenças. Ela usa uma ideia da economia que se refere aos “custos afundados”. É mais ou menos quando você paga muito caro por uma coisa e, mesmo se ela não funcionar, você vai continuar falando que ela é boa pois já gastou uma boa quantia. Para a pesquisadora, há crenças que têm um valor identitário muito grande, de modo que, se essas crenças forem recusadas, a pessoa terá um custo muito grande.

Sul21: Quais são os desafios que esse cenário coloca para os centros produtores de conhecimento, como as universidades, e para os seus cientistas e pesquisadores?

Ernesto Perini: Esses desafios são enormes. Em primeiro lugar, esse cenário traz um desafio para as democracias. Vários autores já disseram que, do ponto de vista individual, existe uma racionalidade neste comportamento de manter crenças que têm um papel identitário na comunidade contra a base evidencial. Agora, do ponto de vista coletivo, isso é desastroso. Existem decisões públicas que dependem do saber especializado e de um cálculo das relações meio-fim. Se eu quero obter um fim determinado tenho que saber quais os meios que devo dispor para obtê-lo. E isso depende do conhecimento científico. Para tomar essas decisões públicas, portanto, tenho que aceitar o que os cientistas dizem. Por outro lado, a compreensão das questões em jogo também depende da compreensão do enquadramento adequado das perguntas, o que também depende do conhecimento científico. A perda desse conhecimento faria com que perdêssemos tanto os meios adequados para atingir os fins que queremos, quanto o próprio enquadramento do problema.


Atividades


responda esses questionamentos ai com base na linha de pensamento e no conhecimento cientifico 

1) Quem ganha e quem perde com esse negacionismo do pensamento cientifico 

2) Muita gente afirmou que, com as possibilidades de difusão de informação pela internet, todo mundo poderia produzir conteúdo, sem nenhum filtro institucional ou epistêmico, e que isso seria bom para a produção do conhecimento. Em alguma medida isso é verdade. Hoje, o acesso a qualquer tipo de informação é muito maior do que antes. Você pode, praticamente sobre qualquer tema, achar informações sobre ele, das maneiras mais diversas e em diferentes níveis. A Wikipédia é só uma maneira de fazer isso. Há várias outras maneiras que realizam esse ideal de, digamos, democratização do acesso à informação. Mas há outros efeitos que também devem ser considerados.    Quais seriam esses outros fatores que o autor se refere?

3) O terceiro fator está associado à tese inicial de que o fato de a oferta ser desregulamentada, sem filtro, resultaria em uma ampliação do conhecimento. O resultado disso seria que as teorias científicas iriam prevalecer. Afinal de contas o que deu errado na sua opinião poruqe temos tanto acessoa  conhecimento mas não o desenolvemos ?

4) na opinião do entrevistado o que torna o conceito de pós verdade como falho ?

(3° Ano ) A geopolítica do período entre guerras - O Ovo da serpente

Salve estudantes do Terceirão, tudo certo por ai?  vamos agora para um interlúdio entre as gueras como você deve saber o final da primeira guerra , foi um momento de "paz" que levou ao grande climax da Segunda guerra, então vamos lá, lembrando esse conteúdo vocês irão se aprofundar em história, aqui é a analise geopolítica

Fascismo e Nazismo - características gerais: é dificil apontar os motivos que levaram a população a adotar esse regime, assistir o filme a Onda pode levar vocês a refletir de como regimes totalitários ganham  força, outra dica é ler o livro como morrem as democracias, mas basicamente se você imaginar o cenário que as nações europeias estavam no fim da primeira guerra ajuda a entender o conceito do revanchismo.



Revanchismo Alemão:  foi a ideia política, defendida por Hitler e seus partidários, de que a Alemanha havia sido terrivelmente humilhada pelos acordos de paz de Versalhes, de modo que o povo alemão, para poder crescer de um modo digno, precisava necessariamente apelar para o militarismo, romper com os termos do acordo e tomar, pelas armas, aquilo que julgava necessário para o seu próprio desenvolvimento.

Foi uma das principais razões por trás da Segunda Guerra pois foi o motor político de Hitler, razão pela qual o Partido Nazista foi tão bem sucedido em angariar o apoio do povo alemão, dando início aos conflitos.

Olhando  um pouco para o Brasil Atual ........

Algumas ideias gerais do Nazi/fascismo
-Contra a democracia e o liberalismo;
-Contra o individualismo, defende o compartamento massificado, orientado pelos valores partidários; -Contra o intelectualismo e racionalismo;
 -Estimulos do culto ao líder ("Führer" e "Duce");
 -Militarismo e nacionalismo exacerbado;
 -Defesa de um Estado totalitário (regime autoritário de direita);
 -Contrários ao socialismo, comunismo, resumidas como "bolchevismo" (profundamente anti-comunista)

Pensando no Brasil atual hummmmmmm..........



 Na Alemanha, a eugenia racial também é característica marcante, e gera o anti-semitismo;
 Ainda na Alemanha, existem duas agências de "controle social", as S.A. (Seções de Assalto) e as S.S. (Seções de Segurança), além de uma polícia secreta (Gestapo);
Na Itália, o controle do operário com a "Carta de Lavoro" e do "Corporativismo Sindical";

Conhecendo as características gerais, é importante agora saber como tais ideais conseguiram eco entre a população, para  isso vamos fazer uma cronologia simples, lembrando esse assunto é aprofundado na história:



Cronologia Fascista:

1919: Fundação dos "Fascio di Combatimento", por Mussolini (possuía esquadrões - camisas negras - que perseguiam sindicalistas e intelectuais de esquerda);


1922: Greve Geral vs. Marcha sobre Roma (50 mil camisas negras - fascistas). Apoiado pela burguesia industrial, latifundiários, classe média conservadora e Igreja, Mussolini assume como Primeiro-Ministro (morte de inimigos políticos);

1923/26: Leis Fascilíssimas - ditatura ("Carta de Lavoro", "Coorporativismo Sindical", controle da imprensa, judiciário, unipartidarismo);

1929: Tratado de Latrão, acordo entre Mussolini e o papa Pio XI - cria o Estado do Vaticano. (Fascismo ganha apoio da Igreja - o papa era anticomunistas);

 1930/39: A indústria bélica cresce (medida contra o desemprego gerado pela crise de 1929), Itália inicia seu expansionismo na África e no Leste Europeu. Na Segunda Guerra, o fascismo mostra seu total despreparo e perde logo as batalhas. (Spoiler kkkkkk)

a forma como os fascistas secavam roupa no fim da guerra



 Cronologia Nazista:

1919: Fundação do Partido Nacional Socialista (o nazismo - resposta ao Tratado de Versalhes. Com este nome, procura confundir o operário com melhoria nas condições dos mesmos e com a propaganda de - mais tarde - Joseph Goebbels) SOCIALISTA SIM VOCÊ LEU CERTO, ai vem uns idiotas e dizem que o movimento é de esquerda kkkkkkkkkkkkk

1923: "Putsch de Munique" - Hittler tenta chegar ao poder por meio de um golpe - é preso por seis meses (escreve Mein Kampf, ideário nazista). Tenta aproveitar-se do colapso econômico (hiperinflação) e a perda de territórios;

1923/29: Recuperação econômica apoiada no Plano Dowes (capital americano usado para financiar o anticomunismo provoca um recuo nazista);

1929/33: Crise (reflexo da crise de 1929) - cresce o nazismo, burguesia apóia e evita o socialismo marxista;

1933: Hittler assume como Primeiro-Ministro (pres. Hindenburg). O "Reich Tag" (parlamento) sofre um incêndio: comunistas são acusados. Um plebiscito é feito, o povo apóia Hittler como Führer (líder), uma ditatura é implantada e mais de 50 campos de extermínio são criados;

1934: na "Noite dos longos punhais", Hittler elimina rivais dentro do partido;

Assiste esse clipe da banda de Curitiba Sad Theory ( se não gostar do som abaixa o volume mas se liga nas imagens)


1934/39: A indústria bélica cresce e a economia respira (Alemanha age contra o Tratado de Versalhes, mas a França e a Inglaterra não a pune, pois iria atacar apenas nações comunistas - em busca do espaço vital - e o papa Pio XII estava a favor do anti-semitismo).

a partir dai o estragao já estava feito, porém temos que dar uma olhada do outro lado outros dois países estavam passadno por momentos antagônicos o Japão e o Eua mas isso é um assunto para o próximo episódio

vamso agora apara as atividades e éssa é a que eu to mais curioso para ler então caprichem meus jovens  guerreiros do fogo e do aço

 a) escolha um dos temas abaixo e escreva um mini artigo de no máximo quatro  paginas
b) você deve referenciar pelo menos um autor uma citação
c) pode enviar para meu email harleymetal@gmail.com

temas:

1- O Brasil vem se aproximando de um regime autoritário ou existe um exagero nessas falas (já fizemos uma parecida com essa mas esse texto de agora o podcast irá  te dar mais bagagem para escrever)

2- como o povo alemão e o povo italiano, adotaram os regimes autoritários sem oferecer muita resistência, ou eles ofereceram sim resistência  o que ocorreu com ela

3-  O papel da religião na formação dos regimes totalitarios, elas ajudaram ou ofereceram resistências

4- Porque podemos chamar os regimes fasci e nazi de extrema direita e porque se alega que ele poderiam ser de esquerda

5-  em quais pontos os movimentos de extrema esquerda se aproximam dos movimentos  de extrema direita, (pode ser em qualquer momento histórico)


domingo, 10 de maio de 2020

(2º Ano ) Estudos do Relevo Brasileiro parte 01 - As formas de relevo

Salve gurizada do Segundo ano como vocês estão, não esqueçam de lavar as mãos e tomar café, mas vamos ao que interessa , chegamos agora na parte do Brasil Físico os elementos de Relevo, Hidrografia, Clima e Vegetação, essa parte é a mais extensa, então vamos dividir em partes como se fosse o Exodia

 

O relevo corresponde às diferentes formas da superfície terrestre, que se diferenciam conforme a estrutura geológica em que se originaram e os agentes de formação e transformação do relevo que influenciaram a sua composição e evolução.

(vamos falar disso no podcast mas é basicamente um assunto do ano passado) agentes físicos, químicos e biológicos Esses elementos definem as principais características do relevo de uma determinada área e são fundamentais para a sua identificação e classificação.

O relevo apresenta diferentes formações que são consequências das ações de agentes endógenos (resultado da energia do interior do planeta que se manifesta pela dinâmica ou tectônica das placas) e agentes exógenos (associados ao clima da área, como as chuvas, ventos e geleiras, que criam ou dão as formas esculturais ao relevo através de um processo erosivo).

Agentes Exógenos 

Agentes Endógenos



O relevo brasileiro tem formação antiga e resulta, principalmente, da sucessão de ciclos climáticos e da ação das forças internas da Terra, como a movimentação das placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo.

Nosso arcabouço geológico(nome bonito para formas de relevo) é muito antigo, formado nas eras do Pré cambriano e Paleozoico principalmente Em consequência de seu processo de formação, o relevo brasileiro caracteriza-se pelo predomínio de áreas de médias e baixas altitudes, já que no Brasil não houve a formação de dobramentos modernos e os escudos cristalinos mais elevados foram desgastados pelos agentes modeladores do relevo. 

Vale lembrar que o Brasil está no centro da placa sul Americana por isso que não temos terremotos de origem natural, e nossas falhas vulcânicas estão inativas. 

Existem formas de classificar o relevo nacional , esse será a segunda parte desse assunto, por agora é importante aprender a identificar as formas  de relevo, que são essas ai abaixo: 



 Temos que relembrar as estruturas geológicas assunto do ano passado antes de partir para as formas de relevo: 

 Dobramentos modernos
Dobramentos modernos são grandes estruturas formadas por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes. Foram afetadas por forças tectônicas durante o período Terciário provocando o enrugamento e originando as cadeias montanhosas ou cordilheiras. Como o relevo brasileiro é antigo é claro que não temos dobramentos Modernos

bacias sedimentares : são formações rochosas localizadas em áreas de depressões relativas ou absolutas, que acumulam espessas camadas ou estratificações formadas por rochas sedimentares ocupa mais de 60 por cento do território nacional 

Escudos cristalinos: é o nome dado ao terreno geológico formado na era Pré-Cambriana e do início da era Paleozoica, ou seja, que se desenvolveu nos primeiros milhões de anos da formação da Terra. É nesta camada da crosta terrestre que estão depositados os minérios.

 Agora sim podemos voltar para as formas de relevo meus jovens, vocês estão ainda ai né 

Planaltos – São formas de relevo elevadas, com altitudes superiores a 300 metros. Podem ser encontradas em qualquer tipo de estrutura geológica. Nas bacias sedimentares, os planaltos caracterizam-se pela formação de escarpas em áreas de fronteira com as depressões. Formam também as chapadas, extensas superfícies planas de grande altitude. Com 2.995,30 metros, o pico da Neblina é o ponto mais alto do relevo brasileiro, ou também um  show do Armandinho. 

Pico da Neblina exemplo de Planalto 
Depressões – São áreas rebaixadas em consequência da erosão, que se formam entre as bacias sedimentares e os escudos cristalinos. Algumas das depressões localizadas às margens de bacias sedimentares são chamadas depressões marginais ou periféricas. Elas estão presentes em grande número no território brasileiro e são de variados tipos, como a depressão da Amazônia Ocidental (terrenos em torno de 200 metros de altitude).

Planícies – São unidades de relevo geologicamente muito recentes. É uma superfície extremamente plana, sua formação ocorre em virtude da sucessiva deposição de material de origem marinha, lacustre ou fluvial em áreas planas. Normalmente, estão localizadas próximas do litoral ou dos cursos dos grandes rios e lagoas, como as planícies da lagoa dos Patos e da lagoa Mirim, no litoral do Rio Grande do Sul.
Essa parte foi punk né, então corre pro classroom que as atividades já estão lá e que a força esteja com você 


(1° Ano) Aula 04 - Geologia 1 - O tempo geológico

Salve meus queridos estudantes do Primeiro Ano, como vocês estão? nos últimos episódios nós fizemos um mini estudo de Astronomia, e agora vamos focar na Terra um planeta bem legal pena que quem mora nele estraga,  mas enfim vamos falar da divisão do tempo geológico, mas antes de mais nada é importante saber que tempo é esse


RR: Por que você quer salvar a galáxia?"
SE: Por que eu sou um dos idiotas que vive nela!


O planeta Terra, muito provavelmente, possui cerca de 4,6 bilhões de anos. Isso significa que ele é bem antigo, a depender do referencial, pois, se considerarmos a idade do universo (13 bilhões de anos), o nosso planeta não é tão “velho” assim; mas se compararmos com o tempo de formação das civilizações, aí a idade da Terra é muito ampla.

Por esse motivo, existem duas principais escalas de tempo: a do tempo geológico e a do tempo histórico. Como são escalas diferentes, a medição delas também o é, de forma que a  proporcionalidade entre uma e outra é bastante distinta em termos de amplitude.


Quando falamos em tempo geológico, referimo-nos a uma escala de tempo que costuma ser medida nos milhões ou até bilhões de anos, tal a classificação das eras geológicas e seus respectivos períodos. Já quando falamos em tempo histórico (incluindo, aí, a Pré-História), referimo-nos ao período de surgimento da humanidade, o que corresponde ao uso de medidas de dezenas, centenas e até milhares de anos.

Observe a tabela a seguir, que indica a sucessão dos diferentes períodos e eras da escala geológica do tempo:
Tabela da escala geológica do tempo
Tabela da escala geológica do tempo


Recado Da Samara: basicamente é isso onde começa a marcação do tempo histórico, e o surgimento do Homem, já o tempo geológico é a formação do Planeta.

Considerando todas essas transformações sobre as quais a Terra passou, podemos ficar perplexos ao descobrirmos que os primeiros humanos em suas formas atuais surgiram apenas no período quartenário, o último deles. Isso significa que, ao passo em que o planeta possui quatro bilhões e meio de anos, os seres humanos habitam-no há apenas alguns conjuntos de milênios.

Portanto, essa diferença entre uma escala de tempo e outra pode ser, para nós, algo difícil de imaginar. Para facilitar essa tarefa, podemos fazer algumas metáforas, por exemplo:

- Se todo o tempo geológico fosse reduzido a um dia, as primeiras civilizações teriam surgido nos últimos três segundos.
- Se resumíssemos toda a história da Terra em um ano, os primeiros homens teriam surgido nas últimas horas do dia 31 de dezembro.
- Se todos os dias da Terra fossem escritos em um livro de 460.000 páginas, o ser humano teria aparecido pela primeira vez na página 459.600.
E em todo esse tempo o Palmeiras  continua sem Mundial


                                                             ATIVIDADES NO CADERNO

Salve gurizada, esse início do assunto é bem de boa, mas nos próximos episódios vamos analisar cada período da tabela então para isso é importante que você construa essa tabela no caderno, não vale xerox nem colar é para refazer pois vamos precisar dela nas próximas aulas e nossa primeira atividade presencial será com essa tabela, então é isso que a força esteja com vocês.

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sexta-feira, 8 de maio de 2020

(9° Ano ) Aula 04 - Introdução aos Estudos da Globalização

Salve estudantes do Nono Ano, vencemos a trinca dos índices sócio econômicos, chegaremos agora anos estudos da Globalização, um grande fenômeno geográfico que atinge o planeta todo, entretanto de formas e momentos diferentes, então vamos lá



A globalização é um dos termos mais frequentemente empregados para descrever a atual conjuntura do sistema capitalista e sua consolidação no mundo. Na prática, ela é vista como a total ou parcial integração entre as diferentes localidades do planeta e a maior instrumentalização proporcionada pelos sistemas de comunicação e transporte.

Chama algum vô, vó ou tio mais velho e pergunta como era pra ouvir música na época deles, você não tinha acesso a qualquer cd  por meio do youtube ou internet era tempos de ouvir na fita cassete, ou no vinil, se bobear você nem viu um desses ainda, pois bem essa evolução dos meios de comunicação é uma das características da Globalização , mas não se engane, ela não é de toda boa e tem lados bem ruins de suportar como esse abaixo: 



O conceito de globalização é dado por diferentes maneiras conforme os mais diversos autores em Geografia, Ciências Sociais, Economia, Filosofia e História que se pautaram em seu estudo. Em uma tentativa de síntese, podemos dizer que a globalização é entendida como a integração com maior intensidade das relações socio espaciais em escala mundial, instrumentalizada pela conexão entre as diferentes partes do globo terrestre.

 Tá traduzindo:  Os avanços nos meios de transporte e comunicações aparentemente encurtaram as distância entre povos e países, só que esse avanço não é uniforme ou seja não chega para todo mundo.
Vale lembrar, no entanto, que esse conceito não se refere simplesmente a uma ocasião ou acontecimento, mas a um processo. Isso significa dizer que a principal característica da globalização é o fato de ela estar em constante evolução e transformação, de modo que a integração mundial por ela gerada é cada vez maior ao longo do tempo.

Há um século, por exemplo, a velocidade da comunicação entre diferentes partes do planeta até existia, porém ela era muito menos rápida e eficiente que a dos dias atuais, que, por sua vez, poderá ser considerada menos eficiente em comparação com as prováveis evoluções técnicas que ocorrerão nas próximas décadas. Podemos dizer, então, que o mundo encontra-se cada dia mais globalizado.

Vale dizer aqui se você  entendeu bem esse processo sabe que ele não é novo, a chegada dos portugueses ao Brasil foi um processo de globalização entretanto  trouxe a sua faceta mais cruel co a exploração dos povos nativos brasileiros
O avanço realizado nos sistemas de comunicação e transporte, responsável pelo avanço e consolidação da globalização atual, propiciou uma integração que aconteceu de tal forma que tornou comum a expressão “aldeia global”. O termo “aldeia” faz referência a algo pequeno, onde todas as coisas estão próximas umas das outras, o que remete à ideia de que a integração mundial no meio técnico-informacional tornou o planeta metaforicamente menor.

Esse termo vai está melhor definido no podcast 

A origem da Globalização

Não existe um total consenso sobre qual é a origem do processo de globalização,  muitos os autores que defendem que a globalização tenha se iniciado a partir da expansão marítimo-comercial europeia, no final do século XV e início do século XVI, momento no qual o sistema capitalista iniciou sua expansão pelo mundo.

De toda forma, como  o prof já escreveu lá em cima ela foi gradativamente apresentando evoluções, recebendo incrementos substanciais com as transformações tecnológicas proporcionadas pelas três revoluções industriais.

Nesse caso, cabe um destaque especial para a última delas, também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional, iniciada a partir de meados do século XX e que ainda se encontra em fase de ocorrência. Nesse processo, intensificaram-se os avanços técnicos no contexto dos sistemas de informação, com destaque para a difusão dos aparelhos eletrônicos e da internet, além de uma maior evolução nos meios de transporte.

Portanto, a título de síntese, podemos considerar que, se a globalização iniciou-se há cerca de cinco séculos aproximadamente, ela consolidou-se de forma mais elaborada e desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos, a partir da segunda metade do século XX em diante.

Se liga ai que agora é hora das nossas atividades meus jovens estudantes:


01) Você vai realizar uma entrevista, com ao menos duas pessoas,que tenham no minimo 30 anos,      ( pode ser tio, vovô vizinho, papai sei la pow...)  pode ser por áudio, vídeo ou escrito você que sabe jhou:  As perguntas tem que ser respondidas de acordo como era na época que o entrevistado tinha a sua idade, tipo se você entrevistar o Harley ele teria que responder da época que tinha 13 ou 15 sua idade pow

1) Como era o hábito para ver filmes, você frequentava locadoras?  ou dependia só dos filmes que eram exibidos na tv?

2) Como foi seu primeiro contato com internet , e com os computadores?

3) que aparelhos domésticos, que você utilizava e hoje considera ultrapassado?

4)  Você acredita que  a tecnologia de hoje aproxima as pessoas ? porquê?

Feita as entrevistas , você vai analisar as respostas e  redigir um texto, acerca das mudanças da geração dos entrevistados com a que você vive?